Monumento Natural de Lighthouse Reef Atoll’s Half Moon Caye . Foto: Rachel Graham.

Áreas Marinhas Protegidas e Peixes grandes

As Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) são cada vez mais utilizadas como uma ferramenta de gestão e são consideradas uma unidade de gestão do espaço, usadas para proibir ou restringir a pesca ou outras atividades destrutivas dentro de uma área definida. Embora algumas AMPs estejam totalmente protegidas, proibindo a pesca ou a remoção da fauna marinha, outras possibilitam várias ativdades incluindo a pesca recreativa ou artesanal, restringindo apenas certos equipamentos, como redes e palangres / longline. Uma AMP é muitas vezes estabelecida para proteger um local cultural, socialmente importante, espécies específicas ou habitats, ou fases importantes da vida dos organismos marinhos. Apesar de serem muitas vezes definidas de forma restrita, as AMPs podem ter um efeito protetor sobre múltiplas espécies. No entanto, grande parte da eficácia de uma AMP depende da liderança, bem como do tamanho, da idade, da fiscalização, da sua localização e dos objetivos da área de gestão.

Estamos interessados em testar a eficácia das AMPs para a megafauna marinha e especialmente espécies altamente móveis, como tubarões e raias. Estudos demonstraram que as AMPs com forte fiscalização podem ter efeitos muito positivos sobre as populações de tubarões que exibem fidelidade a essas áreas. No entanto, para muitas espécies altamente migratórias, uma AMP pode apenas proteger os indivíduos durante uma certa fase do seu ciclo de vida.

Já descobrimos que, em vários países do Caribe, a abundância de tubarões e raias não é necessariamente maior dentro de uma AMP. Isso levanta a questão: será que existe um tipo de AMP que pode ser mais eficaz na proteção dos tubarões e raias móveis?

Acreditamos que isso depende do organismo e que os gerentes devem concentrar-se em escalas mais amplas e colocar mais importância no desenvolvimento da conformidade para permitir uma gestão mais eficaz. Em vez de restringir a pesca de espécies específicas, podem ter impactos muito maiores, ao proibir – ou melhor ainda – incentivar uma mudança das práticas de pesca destrutivas. Ao restringir os equipamentos como palangres / longline e redes de emalhar, não são apenas os tubarões que beneficam, mas também as tartarugas, os corais e outros peixes associados a recifes, incluindo peixes herbívoros e peixes recreativos protegidos em Belize. Em suma, o esforço de pesca é feito de forma mais equitativa e o ecossistema pode ser protegido sem restringir completamente o acesso às áreas de pesca.